Estabelecido sobre oito pilares – arquitectura, design, artes, moda, cinema, audiovisual, literatura e artes cénicas –, segundo o conceito original do inglês John Howkins, este nicho pode ser definido como uma forma de transformar criatividade em resultado e, mais que isso, de pensar as relações em comunidade. É um novo olhar sobre o empreendedorismo, que pede multidisciplinaridade por parte do empreendedor, atenção a novas profissões e tem a economia colaborativa como um dos elementos mais importantes.

Com o surgimento de novas oportunidades, torna-se latente a necessidade de conceber ideias fora do lugar-comum. Além do olhar amplo para as inovações, é importante considerar a inovação aberta, que faz girar a economia colaborativa, modus operandi da economia criativa, isto significa abrir o desenvolvimento da empresa para o público, permitindo que as pessoas opinem e trabalhem junto dela em um sistema de troca de valor. Assim, estabelece-se a relação interdependente, em que, ao concordar com o seu valor, um empreendedor ajuda o outro a desenvolver o produto.

Tudo isso é facilitado hoje em dia, em um ambiente no qual o empreendedor, por meio de sua rede e da tecnologia, pode chegar a um pequeno grupo interessado em um assunto específico e propor um negócio baseado nesse tipo de colaboração. A economia criativa tem a cultura da economia colaborativa.

No sector criativo, deve ter três ferramentas de gestão – de pessoas, financeira e de marcas – para que o seu negócio dure muito tempo.

Além disso, quando se trata de economia criativa, o trabalho deve ser visto de forma totalmente diferente do que acontece nas empresas tradicionais. O objectivo não é mais quantas horas está trabalhando, mas o quanto está produzindo nas horas que trabalha.

Em termos genéricos, os benefícios da economia criativa podem ser encontrados através:

  • da criação de empregos, exportação, promoção e inclusão social, diversidade cultural e desenvolvimento humano;
  • do entrelaçamento entre economia, cultura e aspetos sociais com tecnologia, propriedade intelectual e objetivos turísticos;
  • de um sistema económico baseado no conhecimento desenvolvendo a dimensão e através da interligação entre elementos macro e micro da economia; e
  • do desenvolvimento da inovação através de políticas multi-disciplinares.

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